MosAxz

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  1. Um esporte que enfrentou uma polêmica muito semelhante foi o Baseball, no caso do taco de madeira vs taco de alumínio. Por ser menos "rígido", o taco de alumínio se "deforma" um pouco na hora do contato, o que diminui a perda de energia e, por consequência, resulta em uma rebatida mais eficiente. Por ser um esporte onde as estatísticas são extremamente importantes, as ligas principais proíbem o taco de alumínio basicamente pela mesma razão que a WCA proibia os cubos stickerless: Receio de distorcer a essência da atividade. Sinceramente, não sei afirmar quão relevante são essas coisas. Uma das razões pela qual gosto tanto da resolução sem inspeção é justamente para tornar a resolução do cubo mais "natural" e intuitiva. É uma experiência como resolver o 7x7 ou o Megaminx onde, faça o que fizer, toda resolução sempre será diferente (enquanto o 3x3 e principalmente o 2x2, a resolução é quase que automática). Além de foolproof, me parece mais divertido. Mas claro, eu entendo as razões pelas quais as pessoas não aceitariam isso. Essa suposição é mais para demonstrar porque me parece, data venia, "bobo" tentar evitar erros em campeonato mudando o "8/vai".
  2. Pirataria

    O mercado assimila a criação alheia dentro de seu próprio produto o tempo inteiro. Peguemos o cenário mobile: Apesar de serem produtos diferentes, hoje em dia o Android e o iPhone possuem praticamente as mesmas features, mudando somente a essência de cada sistema. O tempo inteiro um "roubava" a ideia do outro. Praticamente qualquer tecnologia do mundo tem sua engenharia reversa feita e é produzida em cópia pela China. Apesar das leis de proteção à propriedade intelectual tentarem organizar tudo, o fato é que só se mantém no mercado aquele que oferece um produto que não compense ser pirateado, seja pela sua complexidade ( o que torna a cópia de baixa qualidade), seja por ser um processo otimizado e o custo da cópia ser próximo ao valor de venda do produto. Pegue o Office 365. A Microsoft aproveita que é grande, otimiza e integra o processo aos seus outros serviços e oferece uma estrutura eficiente. Não é a propriedade intelectual em si que vale o dinheiro, mas toda a estrutura de serviços, que exige da concorrência muito mais do que a mera pirataria.
  3. A questão dos recordes são tratadas em vários esportes com o seu desenvolvimento. Boa parte do trabalho anual da FIA nos últimos anos foi aumentar a dificuldade de se pilotar um carro de formula 1 (que a despeito do senso comum, é muito mais difícil e manual do que, por exemplo, 2001). A FIFA, por alguma razão inexplicável, muda a bola da copa do mundo de 4 em 4 anos (e as vezes, erra feio como aconteceu na Africa do Sul). A questão de gerações distintas de recordes é algo que é enfrentado normalmente. Pessoalmente, prefiro que mantenha a inspeção como está, porém, não acho que a possibilidade seja descartável de plano. Talvez a retirada da inspeção possa vir a ser interessante um dia (e pra mim, com certeza é melhor do que tirar o aviso de 8 e 12). E estaria colocando métodos -- hoje fora do jogo -- dentro da disputa. Sem inspeção, se daria bem a pessoa que conseguisse trabalhar menos com a antecipação e mais com o instinto. Nesse cenário, o Heise, por exemplo, poderia se tornar o método mais eficiente, já que você começaria a montar os blocos sem precisar, num primeiro momento, se preocupar com a localização dos outros. Não é que seria melhor ou pior, mas seria uma mudança de paradigma. De certa perspectiva, é quase uma modalidade nova.
  4. Difícil não é, só é um pouco... Estranho, digamos. O Square-1 parece muito um cubo mágico, mas tem um funcionamento totalmente diferente. É como aprender a montar o cubo pela primeira vez, você simplesmente não tem base anterior pra nada...
  5. Não sou um especialista no Square-1, mas a primeira dica que dou é: Resolução de Square-1 não é tanto o método, é principalmente ser rápido no reconhecimento do caso e diminuir o número de movimentos. Com um método bem básico, você provavelmente vai conseguir resolver em 30-20 segundos. Vai treinando (em especial, a maldita paridade), aprende um método básico completo e quando você achar um caso que você acha "chato" e que está caindo direto, aprende ele. Depois de muito tempo, quando você já estiver plenamente acostumado com o Square-1, pode pensar em realmente aprender um método avançado...
  6. Pirataria

    Se a base de seu modelo de negócios pode ser inviabilizada pela pirataria, ele merece ser pirateado. Sim, programar tem um custo de tempo e de oportunidade, porém, depois de programado, é uma forma meio inocente de ambição imaginar que as pessoas vão pagar 50-75 reais por um programa que pode ser facilmente encontrado em torrent ou pode ser substituído por um gratuito. Enquanto falamos do "merecimento moral" (que não tem relação econômica em si), é "injusto" que um produto que já está pronto e não consome matéria prima (é um mero download) custe algo quando ele já se pagou. Não há nada, absolutamente nada de moral em "propriedade intelectual". O conhecimento, pela sua própria natureza, não pode ser próprio de um indivíduo. Apontado o fato óbvio de que não há nenhuma restrição moral para a pirataria, há duas questões de natureza prática: Obviamente é uma péssima estrutura social aquela onde um paga o custo da pesquisa e do desenvolvimento, enquanto os resultados podem ser usados por todos. Um país que não reconheça a propriedade intelectual enquanto valor pragmático (e não moral) está fadado a produzir nada ou quase nada em pesquisa. Vira uma China, um centro de engenharia reversa de tamanho continental. Então, começando a responder a pergunta, não é uma péssima ideia piratear, mas é uma péssima ideia que a pirataria se torne aceitável e louvável. Tal qual a depravação e a libertinagem, o problema não está na pirataria em si, mas em ser flagrado pirateando. A hipocrisia anda de mãos dadas com a amoralidade. Dito isso, volto ao ponto inicial, do modelo de negócios: A pirataria é também um mecanismo do mercado para filtrar os modelos. O iPhone pode ser desmontado e copiado, o iOS pode ser plagiado, mas o fato de unir ambas as tecnologias num objeto que tem o formato do iPhone e o nome do iPhone não quer dizer que você tem O iPhone. Quem compra o iPhone não quer o celular em si mesmo, mas a "garantia apple" e a confiança do consumidor não pode ser pirateada. Também é impossível você tentar plagiar a Samsung e lançar celulares mais baratos porque a) eles tem 500 modelos b ) Eles produzem chips pra metade do mundo c) Eles tem a tecnologia totalmente otimizada. Ninguém vai se sentir compelido a baixar todo o acervo do Netflix, do Amazon Unlimited e do Spotify. Nesse caso não é a mídia em si mesmo que é vantajosa, mas o serviço on demand. É possível piratear uma mídia ou outra, mas não há logística para manter TODO O ACERVO online sem cobrar tanto quanto eles. No caso de um programa, de que adianta ter o pirata de um aplicativo cuja função exige constante atualização (como um serviço de automação comercial) e você provavelmente ficará a maior parte do tempo sem funcionar com ele? Esse texto todo é pra explicar o seguinte: Não é uma questão de ser contra ou a favor. A pirataria existe e, enquanto for vantajosa, vai continuar a existir. A questão é saber como o produtor vai agir quanto a isso: Vai tentar segurar o mar com o rodo (como com DRMs e etc) ou vai criar um modelo mais eficiente que o pirata?
  7. Ressucitando o debate, já que é pra mudar e pra simplificar, por que não adicionar uma "dificuldade" aos competidores de alto nível e ao mesmo tempo facilitar a vida dos de nível baixo? Simplesmente acabem com a inspeção... Mais foolproof que isso não tem como. Bate o timer, levanta o baldinho e resolve como se faz no BLD. Não tem nem o que o juiz errar...
  8. Musica.

    Então ouça essa, que é um clássico:
  9. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Não sou exatamente um bom professor. Aliás, aproveitando que falei muito em "comunidade" (tô quase parecendo a Regina Casé), vou fazer um tutorial escrito (e talvez saia um aceitável em video) explicando o ZZ, tanto para iniciantes (aprendendo do zero), como a transição do Friedrich pro ZZ.
  10. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Eu acho que a ABCM deveria ter uma atenção especial nessa questão dos cubistas iniciantes, promover ações onde aconteçam mais oficinas e campeonatos. Pois muitas vezes temos bons cubistas porém sem oportunidades de viajar e participar dos campeonatos, há situações também de querermos um campeonato e não termos condições de realizar por falta de local (ninguém quer ceder espaço e não há recursos para alugar um). Então, a ABCM vai fazer isso. Com qual verba? Oficina tem custos, campeonato ainda mais. E a ABCM, até o momento, não tem verba. Não sou tesoureiro da organização, mas sei que não dá para patrocinar esse tipo de ação no momento. Oficinas que vão ocorrendo acontecem paralelamente à organização. Então as parcerias estratégicas seriam fundamental para ajudar os organizadores de campeonatos. Aparições na mídia, feiras de cultura, palestras, dentre outras ações que promovam o cubo mágico, irão contribuir a conquistar novos adeptos. Ninguém discorda que publicidade aumente o alcance. A questão é saber COMO fazer isso. Não é só aparecer no RecNov ou no Projac com 3 cubos e pronto. Tudo isso exige contato, interesse da outra parte e uma certa dose de sorte. Dentro do possível, todo mundo está fazendo essas coisas. Essa solução é muito abstrata, se a ABCM tivesse alcance suficiente para fazer isso, ela não precisaria se preocupar tanto assim em conseguir alcance. A questão de buscar por um maior aprendizado vai depender da vontade das pessoas. Pois não vai adiantar termos bastante conteúdo se os cubistas não possuem interesse em se aprofundar. A exemplo disso temos o método avançado do 3x3, é de conhecimento de muitos, mas porque nem todos querem aprender? Fornecer conteúdo será muito importante, mas precisam despertar o interesse dos cubistas. Se tiverem interesse... eles vão correr atrás. Se não existir interesse, a comunidade cubista está fadada ao desaparecimento e seria totalmente sem nexo tentar fazer a comunidade crescer, pra começo de conversa. Se existe a ABCM, o forum, os campeonatos, as oficinas, é justamente porque presumimos que EXISTE interesse. Nós não podemos controlar a consciência de ninguém. O que estou falando é que existem inúmeras coisas que EU gostaria de aprender e não existe em PT-BR e que, se eu não soubesse nada de Inglês, não teria como aprender. Minha pressuposição é que existem outros iguais a mim. Quando conversava com o Israel sobre esse assunto no Curitiba percebi que não é exatamente um fenômeno muito raro... E ainda acho que precisamos ouvir os cubistas, PESQUISA DE IMAGEM seria uma boa forma de "ouvir" os cubistas, pois as opiniões das poucas pessoas que falaram aqui no tópico não representam a maior parte dos problemas que os cubistas enfrentam. E como disse antes, apoiaria se uma das iniciativas da ABCM fosse contribuir com a participação de cubistas brasileiros nos campeonatos mundiais. Porém, não dá para ser agora que não se tem recursos disponíveis. Vamos ouvir os cubistas fazerem proposições, porém sem que eles expliquem como elas serão executadas, ou sem que seja dispensada a verba para a execução? Eu tenho uma solução melhor: ABCM cria os mecanismos de proliferação de conteúdo e informação, a comunidade faz o resto. A única despesa é a hospedagem e terá efeitos bons de longo prazo...
  11. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    @Newbie "Mas o Dekiki tem uma articulação que não é comum na maioria das pessoas e foi um fenômeno que apareceu no meio (a chance de aparecerem outros Dekiki's é mínima), o Roque ou o Campanha, que são insano não tiveram a projeção midiática que o Dekiki teve e quanto mais insanos, menos insanos eles serão, porque vai virar coisa comum e volta pro mesmo lugar onde estamos agora." Sim, sim. A questão é que se a dificuldade inicial para ser um "Dekiki" for reduzida (aumentando o número de pessoas que podem aprender essas modalidades), mais "candidatos a Dekiki" existirão e maior é a probabilidade de um novo "Dekiki" surgir. Como eu disse, não dá pra forçar, porém imaginem os possíveis efeitos de um jornalista que conheça a comunidade, ou uma pessoa com alguma influência positiva. É tudo uma questão de aumentar a probabilidade. Além do que, estou falando não da "única coisa possível", mas do que acho que deveria ser a PRIORIDADE. Reatualiza todo o conteúdo (que está bem defasado, quem for atrás de métodos hoje vai ter dificuldade extrema pra aprender coisas "standards" como Hoya e Oka) e, quando parearmos minimamente o conteúdo PT-BR ao conteúdo internacional, ai dá pra ficar tranquilo quanto ao conteúdo por um bom tempo. Perceba, falo de antecipar um trabalho que exige 1) Pouca verba, já que é pouca despesa e muito trabalho 2) Sempre poderá ser acessado por novatos. @Pedro Roque Já que está se candidatando a fazer conteúdo, uma coisa que eu acho que poderia ajudar é mostrar as principais diferenças, truques específicos e mutretas que diferenciam a resolução do 5x5 e do 4x4 (já que uma parte considerável do pessoal monta de forma quase que idêntica ambos os cubos). Ah, um video com técnicas para facilitar os centros (que é uma das partes que o novato mais demora) também seria uma grande ajuda...
  12. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    O Dechichi atraiu muitas pessoas pro universo cubista. Hoje em dia não vejo tanto (até porque, só acompanho o forum e o pessoal aqui costuma ser um pouco diferente da média), mas teve uma época onde uma parte considerável do mundo do cubo, em especial os novatos, falavam o tempo inteiro do Dechichi, de suas participações na tv e etc. É desse tipo de publicidade que eu falo, que tem um potencial de alcance maior que qualquer campanha que a ABCM possa fazer no momento. Porém, isso só foi possível porque, naquele momento em específico, o cubo levantou esse tipo de interesse, o que é imprevisível (nunca saberemos quando é possível que tudo isso ocorra de novo), por isso é importante ter uma certa dispersão ao longo do território nacional, porque a comunidade cubista, como qualquer comunidade na história da humanidade, não cresce de forma linear, mas em saltos de interesse. Uma área onde o cubismo cresceu forte nos últimos 2 anos foi Curitiba, com o surgimento de nomes como Anuar, Key (Um dos novos sub-10, aliás), Aharon. A região norte, outrora esquecida, agora surge com campeonatos em Santarém e Manaus. E isso não é resultado de oficinas, a ABCM não levou "jesuítas" para nenhum desses lugares pra fazer oficinas. O surgimento se deu de forma espontânea. Da mesma forma que Anuar apareceu do nada para tirar um NR de square-1 que parecia quase eterno, o Sena surgiu do nada em 2013 quase sub-10, o Batista saiu igualmente do nada para finalizar a revolução iniciada pelo Meneghetti no Fewest Moves. Tudo isso de forma espontânea, só porque 1) Existiu campeonatos em regiões próximas 2) Esses caras tiveram como aprender as técnicas avançadas. Por isso, volto ao que já disse: Será que, houvesse maior facilidade no segundo ponto, não seria um pouco mais fácil ampliar campeonatos, já que há pra onde crescer?
  13. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    O que eu acho é que Cubo Mágico é uma atividade de nicho por definição e o principal objetivo da modalidade é se superar, fazer um tempo incrível, bater os próprios recordes. É diferente do Xadrez, Pokemon e Magic. Acredito que grandes cubistas atraem novos cubistas. Imagina se em todo estado tiver um sub-10, o potencial para novas reportagens na tv e na internet e como o alcance será muito maior do que qualquer campanha que a ABCM possa fazer.
  14. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Vamos ser um pouco mais concretos? Isso de ficar falando "fazer parcerias com produtores de conteúdo" tá parecendo ata de reunião de comissão do Congresso Nacional. O que eu acho que poderia ser feito: 1 - Aproveitar que tem meio mundo de gente com trânsito com a comunidade internacional e tentar conseguir o banco de dados da Speedsolving Wiki junto à equipe, para que se possa iniciar o processo de tradução cooperativa (semelhante ao que faz o duolingo com texto). Ter acesso ao banco de dados completo e criar uma categoria inteira de páginas "para traduzir" é muito mais eficiente do que copiar e colar página por página na wiki do forum (que, salvo melhor informação, está fora do ar). Aproveita e usa hospedagem da própria associação e dá um pouco de descanso ao bolso do Carlos com a hospedagem. 2 - Aproveitar a existência da tal wiki (que talvez se consolidasse até o fim de 2017) e torná-la uma central de informação, um ponto de partida, com link para diversos tutoriais, em diversas mídias. É isso que, hoje, eu vejo que cabe à ABCM. Traduzir os artigos, fazer tutoriais e etc, tudo isso cabe à comunidade na minha visão...
  15. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Cara, 3 baixo no 2x2 é um tempo fenomenal, já dá pra ficar no top-100 de single (o top-100 de avg é 5 baixo). Por outro lado, uma solve sub-90 no 5x5 já é muito mais complicado só com repetição. Não é que não existam técnicas no 2x2, é só que, pra um tempo aceitável (não falo top-10 BR), exige-se muito menos (eu fiz single de 5s com ortega, sem nem mesmo treinar o 2x2), do que pra conseguir até mesmo um sub-3 no 5x5. O 7x7, mais do que qualquer outro, é praticamente sem método, somente com técnicas isoladas. Por isso que eu falei que algumas modalidades estão mais abandonadas... Sobre o ZZ: Acho que é mais divertido resolver por ZZ do que pro CFOP. Talvez eu tente me tornar ZZ main um dia (mas muito provavelmente não conseguirei avançar muito mais do que já avancei, então não serei eu a fazer a diferença)...